Inovar com agregação local

Ilustração Inovar com agregação local

Geração de Energia Distribuída

A energia gerada de forma tradicional, centralizada nas usinas de grande porte, é conectada a linhas de transmissão e distribuição bastante extensas até chegar ao consumidor final. No entanto, regiões mais afastadas, com população pequena e, consequentemente, com demanda muito menor por energia, sofrem pela carência do recurso, visto que o retorno financeiro do investimento em extensões da rede elétrica convencional em casos como esses não seria vantajoso. No Brasil, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), 190 mil famílias – a maioria na zona rural – ainda vivem sem eletricidade.

A diversificação e a redução de distâncias passam pela chamada Geração Distribuída ou Dispersa (GD), campo de imenso potencial de investimento. Trata-se da produção de energia de forma descentralizada, no próprio local ou próximo de onde essa energia é consumida, independentemente da potência, tecnologia e fonte. Aliviando a sobrecarga e o congestionamento do sistema de transmissão, esta modalidade de geração também torna o sistema mais estável e confiável. Isso é traduzido na minimização de quedas de energia e blackouts, ampliando, assim, a eficiência energética.

A Dresser-Rand Guascor, empresa ligada à Siemens, oferece soluções em equipamentos para infraestrutura de energia sustentável em todo o mundo (140 países), incluindo o Brasil. Trata-se de diversas tecnologias de geração distribuída oferecidas para indústrias, prédios comerciais e para comunidades isoladas. São 16 usinas no Pará e três no Acre, que atendem uma população de 450 mil habitantes, 24 horas, diariamente. A principal característica é adaptar o fornecimento de energia ao tamanho e às necessidades do local.

Imagem Geração de Energia

|Desafios futuros e compromisso

Para o Instituto Nacional de Eficiência Energética (INEE), o crescimento da Geração Distribuída (GD) nos próximos anos é inevitável. As mudanças climáticas comprometem a segurança hídrica, a qualidade ambiental da matriz energética brasileira piorou nos últimos anos e a falta de água nos reservatórios causa desabastecimento – além de gerar insegurança social, o que se reflete em impactos econômicos relevantes. Ou seja, não faltam razões para investimentos nesse campo.

Por ser descentralizada, a GD garante vantagens de imediato, como a diminuição de custos de transmissão e distribuição, o aproveitamento dos recursos renováveis locais e o aumento da eficiência pela cogeração (geração de energia elétrica combinada com aproveitamento de calor).

Fonte: Siemens no Brasil. Dados referentes à contribuição da Siemens no Brasil até 2016.

Eficiência Energética

Ilustração Eficiência Energética

Em um país com mais de 206 milhões de habitantes, buscar maneiras de otimizar as fontes renováveis de energia, garantindo que elas ainda estejam disponíveis para as próximas gerações, é fundamental. Mas não basta gerar, é preciso aperfeiçoar, dia após dia, a eficiência de toda energia produzida. O Brasil tem a sexta energia mais cara do mundo, com o dobro do valor da China e o triplo dos Estados Unidos. Mas, pior do que isso, é a crise de eficiência generalizada que o País enfrenta.

Hoje, existe uma sobra estrutural de energia de cerca de 10%, afastando o risco de apagão vivido há poucos anos. Essa situação deve-se muito mais pela crise econômica, que reduziu consideravelmente o consumo, que a novos investimentos em estrutura, geração ou soluções para tornar o consumo mais eficiente. A meta do País é de 10% de ganho no setor elétrico até 2030.

No Brasil, ainda prevalece o modelo energético clássico, que precisa ser repensado. Em vários países do mundo, já é feita a descentralização da geração, trazendo-a para mais perto do consumo, o que reduz perdas e pode ser feito com o uso de fontes geradoras alternativas, como biomassa, biogás e energia solar. Esta realidade é recente no Brasil e a Siemens tem grande participação nisso. O País já conta com geração eólica consolidada e com um solar ainda incipiente, mas com grande potencial de crescimento nos próximos anos.

Cerca de 38% de toda energia produzida no País é consumida pelas indústrias. Para elas, a eficiência energética é questão de sobrevivência. E a Siemens oferece diversas soluções neste sentido. Com soluções de ponta a ponta, a Siemens oferece desde serviços consultivos, passando por sistemas de medição capazes de trazer transparência total do consumo, sistemas inteligentes de acionamento, que reduzem o consumo energético de processos produtivos em até 40%, além de soluções de cogeração e automação predial capazes de reduzir o consumo de energia de um edifício em até 30%.

Na área de infraestrutura de energia, a Siemens possui a tecnologia de transmissão de corrente contínua em alta-tensão (HVDC), solução ideal para a transmissão econômica de energia em longas distâncias. Ela permite uma redução de perdas técnicas de até 20%. Tal economia, dependendo do fluxo de energia transmitido, pode suprir grandes populações.

Imagem Eficiência Energética

|Desafios futuros e compromisso

Um grande desafio para o Brasil, na próxima década, é conseguir atingir as metas que prometeu cumprir até 2030, na COP 21, a conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre mudanças climáticas realizada em Paris, no fim de 2015. O País pretende reduzir em 43% as emissões de gases de efeito estufa. De forma escalonada, será uma redução de 37% até 2025. É impossível atingir tal objetivo sem repensar o segmento energético e aumentar a utilização de fontes alternativas e sustentáveis. E, principalmente, sem melhorar a gestão e eficiência dos recursos já existentes. A Siemens está comprometida com o País nesta missão. Ela também oferece soluções para que o Brasil explore sua capacidade eólica e cresça no setor solar e de biomassas. E foque no aprimoramento contínuo dos mecanismos de gestão do uso energético.

Fonte: Siemens no Brasil. Dados referentes à contribuição da Siemens no Brasil até 2016.

Digitalização

Ilustração Digitalização

O mundo industrializado está vivendo uma nova era nos últimos anos. Conhecida como Indústria 4.0, na Alemanha, e Renascença da Indústria, nos EUA, a tendência é fortemente apoiada no conceito de digitalização. No Brasil, algumas ilhas de excelência do segmento já operam no conceito da Indústria 4.0, ou seja, superaram o estágio da automação para atingir o grau de empresa digital, mas esse panorama não vale para todo o setor.

Muito da produção industrial brasileira destina-se ao mercado doméstico, fora das principais cadeias globais de valor, estando parte significativa dessa indústria ainda em estágios embrionários de automação. Segundo estudo de 2013 da consultoria Booz & Company, um aumento de 10% nos investimentos dos países em tecnologias associadas à digitalização resulta em crescimento de 0,75% de Produto Interno Bruto (PIB) e diminuição de 1% na taxa de desemprego. Segundo dados da World Economic Forum, o Brasil ocupa o 75º lugar em competitividade de uma lista de 144 economias, com necessidade de melhorar a capacidade para inovação. A produtividade de nossos trabalhadores por hora é de 11 dólares, enquanto nos EUA e na Alemanha, os valores respectivos são de 67 dólares/hora e 57 dólares/hora.

Um dos conceitos que embasam essas novas tecnologias é a simulação do ciclo de vida completo do produto, já oferecida pela Siemens. Ela vai desde a concepção e fabricação até a manutenção, unindo os mundos real e virtual. Outro benefício da digitalização dos processos é a possibilidade de fabricar produtos personalizados, à medida que torna possível responder de maneira rápida quando produzir, em que planta produzir, com que velocidade será produzido e qual o custo do produto. Isso tudo antes do produto ir efetivamente para a produção. São 120 mil licenças de software em operação nas indústrias brasileiras.

Um dos grandes trunfos da digitalização nas empresas é antecipar problemas, evitando paradas desnecessárias e dispensando a necessidade de equipe de manutenção própria. O conceito de digitalização – vital para a modernização da indústria e para a viabilização de novos modelos de negócio – hoje também se dissemina para os demais setores fundamentais da economia, como a cadeia de energia, na qual a Siemens também atua com soluções inteligentes para transmissão, distribuição e medição do consumo.

Imagem Digitalização

|Desafios futuros e compromisso

Produção mais eficiente, com menos gastos energéticos, lotes de produção cada vez menores, tempos de desenvolvimento e produção mais curtos e produtos com características mais inovadoras: se, há uma década, demandas como essas pareciam impossíveis de serem atendidas, hoje, elas são perfeitamente viáveis. Mas o processo de digitalização das indústrias ainda é incipiente no Brasil. Alavancá-las a um nível muito mais alto de produtividade é um dos desafios do setor. Fazendo uso das soluções tecnológicas já disponíveis hoje, o Brasil pode elevar sua indústria para um outro patamar de valor agregado, equiparando-se aos países mais desenvolvidos neste segmento e contribuindo decisivamente para posicionar o País nas cadeias globais de valor, assegurando o seu crescimento sustentável.

Fonte: Siemens no Brasil. Dados referentes às licenças de software da Siemens no Brasil até 2016.

Produção de Óleo e Gás e Tecnologia para Distribuição de Potência Elétrica Submarina

Ilustração Produção

O mercado de óleo e gás teve uma reviravolta grande recentemente, por causa da queda do valor do barril de petróleo, o que levou as empresas do setor a repensarem os caminhos e soluções da produção. Aliado a este cenário mundial, no Brasil este segmento ainda sofreu um forte impacto da crise política. A Petrobras, responsável por 90% da produção de óleo e gás no País, reduziu drasticamente seus investimentos. Para reverter este quadro, mudanças importantes já foram anunciadas pelo governo. A Petrobras, que até então era obrigada a participar com pelo menos 30% de todos os consórcios de exploração dos campos do pré-sal, não será mais obrigada a isso. Com isso, espera-se um investimento de cerca de 100 bilhões de dólares nos próximos dois anos, no setor.

De uma indústria que era impulsionada pela demanda de ofertas focadas na produção de óleo e gás, ela passa a concentrar seus esforços para otimização de recursos com o objetivo de tornar cada vez mais eficiente, além de reduzir seus custos operacionais. Para atender aos desafios do mercado, o escopo da Siemens busca pela inovação contínua. Já fortes na engenharia, eletrificação e automação do setor, atendemos também, como uma das patrocinadoras da Indústria 4.0, à necessidade de digitalização dos processos na área de óleo e gás, uma das indústrias que mais utiliza dados digitais para aprimorar a produção. Nossa tecnologia é capaz, por exemplo, de monitorar remotamente o desempenho das máquinas de uma plataforma de petróleo, algo fundamental para antecipar problemas, aumentar performance e eficiência e diminuir custos.

Atualmente, softwares Siemens em acordo com a Indústria 4.0 são utilizados em 14 refinarias da Petrobras. Também estamos presentes com produtos, engenharia, serviços, soluções, em 2/3 das plataformas de petróleo, em 45% da produção nacional de óleo e gás e em 100% da infraestrutura de exploração de gás. Recentes aquisições fortaleceram ainda mais seu portfólio no segmento de óleo e gás, entre elas as turbinas aeroderivadas da Rolls-Royce e da Dresser-Rand.

|Desafios futuros e compromisso

É satisfatório para a Siemens compartilhar o sucesso no desenvolvimento dessa tecnologia que iniciou em 2009 e que irá contribuir para a prosperidade da indústria mesmo diante de momentos desafiadores como os atuais. Para isso, tornamos tecnicamente e economicamente viável um Sistema de Distribuição de Potência Elétrica Submarino. Ofertar uma tecnologia que irá trabalhar numa profundidade de três mil metros e por 30 anos de maneira confiável é o nosso desafio.

Buscando harmonia entre desafio técnico e meio ambiente, tal tecnologia irá trabalhar com elementos biodegradáveis, mitigando potenciais impactos ambientais. O uso e operação do Siemens Power Grid irá proporcionar também uma redução nas emissões de gases de efeito estufa. Por fim, tal tecnologia tem a capacidade de promover para os trabalhadores da indústria de petróleo e gás uma redução à exposição ao risco, uma vez que mais equipamentos serão operados remotamente.

Alcançar reservatórios marginais em águas ultraprofundas e aumentar o volume de óleo recuperável, viabilizando o processamento submarino (bombeamento, separação, compressão e tratamento/ injeção) passa pela necessidade de um Sistema de Distribuição de Potência Elétrica Submarino. Tal tecnologia tem o poder de viabilizar áreas até então economicamente inviáveis. A tecnologia Siemens denominada “Subsea Power Grid” foi concebida para tal.

Fonte: Siemens no Brasil. Dados referentes à contribuição da Siemens no Brasil até 2016.