Impulsionar a Economia

Impulsionar a Economia

Nossa Contribuição: ao PIB

As atividades empresarial e industrial têm papel fundamental no crescimento econômico de um país – e este crescimento gera novos empregos e desenvolvimento social e promove a redução da pobreza. No entanto, a participação da indústria de transformação no Produto Interno Bruto (PIB) caiu de 27% na década de 1980 para 11,8% em 2015. O Brasil ainda é uma das maiores economias do mundo e representa um terço do PIB da América Latina – R$ 6,3 trilhões em 2016. Mas o cenário dos últimos anos foi de recessão econômica, com retração do PIB desde 2014. A participação do Brasil é de apenas 1,2% no mercado global (Organização Mundial do Comércio - OMC). R$ 191 bilhões são exportados em mercadorias e produtos.

Com escritórios e locais de produção em oito Estados, nomeadamente, Amazonas, Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, mais o Distrito Federal, a Siemens gerou em 2015 um Valor Acrescentado Bruto (direto, indireto e induzido) de R$ 20,2 bilhões à economia. Este valor constitui 0,4% do PIB brasileiro. Enquanto R$ 5 bilhões deste montante são a contribuição direta, tais como salários e impostos, a contribuição indireta, proveniente da aquisição de bens e serviços de fornecedores, é R$ 3,4 bilhões (60% do faturamento direto). A contribuição induzida pelos salários e remunerações das operações da Siemens no Brasil pagos aos colaboradores foi calculada em R$ 1,2 bilhão. Ainda sob o mesmo cálculo, a Siemens no Brasil viabiliza R$ 15,6 bilhões de valor acrescentado indireto e induzido através dos seus clientes industriais.

Oferecendo soluções em áreas como energia, infraestrutura, tecnologias de edificações, mobilidade, eletrificação, automação, digitalização e saúde, a Siemens vem contribuindo para o desenvolvimento econômico e social do Brasil nos últimos 150 anos com os projetos que realiza e os empregos que fornece. A empresa está empenhada em continuar esta missão também nos próximos anos.

Além da contribuição direta com o Gross Domestic Product (GDP), a maior contribuição ao País são nossas soluções tecnológicas para áreas como energia, transporte e indústria.

|Desafios futuros e compromisso

Com sua economia em retração desde 2014, o grande desafio do Brasil nos próximos anos é o de voltar a crescer. Para isso, serão necessários ajustes não só econômicos, mas também políticos e regulatórios. Novas regras de concessão e privatização podem atrair investimentos de R$ 300 bilhões em privatização e R$ 100 bilhões em concessões.

A Siemens entende que será uma fase de ajustes também nas empresas que atuam no Brasil, empresas para as quais fornecemos produtos e tecnologia. Mantemos e fortalecemos nosso compromisso de contribuir com a indústria brasileira e, consequentemente, com a economia do País.

Fonte: Cálculo provido pela PricewaterhouseCoopers. Números providos pela Siemens sobre suas operações mundiais no Brasil. Todos os dados são referentes ao Brasil apenas no ano de 2015.

Infraestrutura de Transportes

Infraestrutura de Transportes

Nos últimos 20 anos, foram investidos no Brasil, em média, pouco mais de 2% do PIB em infraestrutura, um valor considerado muito baixo. China e Índia investiram cerca de 8,6% e 4,9% do PIB, respectivamente. A crise econômica e a retração do PIB nos últimos anos impactaram ainda mais os investimentos. O resultado é um setor incapaz de suprir as necessidades de logística das indústrias, comprometendo a competitividade do País diante do mercado internacional. O Brasil tem um dos custos de logística mais altos do mundo, com cerca de 60% do seu transporte de carga realizado por rodovias – apenas 12% delas pavimentadas. Além das longas distâncias percorridas, há falta de segurança nas estradas.

Visando retomar o crescimento econômico do País, o governo federal criou recentemente o Programa de Parcerias de Investimento (PPI), um plano de cooperação estratégica com a iniciativa privada para promover os investimentos necessários em infraestrutura. Um pacote de concessões foi anunciado e, na área de mobilidade urbana e transportes, espera-se que o novo plano fortaleça a malha de cargas, invista em novas tecnologias e combata um dos grandes problemas da indústria no País, o custo de logística.

A Siemens tem um vasto portfólio de soluções para reduzir os custos de logísticas, apostando na eletrificação do transporte de carga no Brasil como solução para os gargalos de infraestrutura do País. A eletrificação, além de reduzir significativamente os custos operacionais, proporciona maior agilidade, segurança da carga, eficiência energética e, consequentemente, maior competitividade.

|Desafios futuros e compromisso

O Brasil deverá rever seu modelo político atual para um mix de modais de transportes mais eficientes, que ainda considerem malhas ferroviárias eletrificadas.

A Siemens está comprometida em promover a competitividade da indústria brasileira por meio de uma infraestrutura de transporte cada vez mais sustentável, rápida, segura e econômica. Suas soluções tecnológicas abrangem toda a cadeia de sistemas para eletrificação da malha ferroviária, desde a geração de energia, transmissão, distribuição e alimentação, além de sistemas para a segurança e eficiência do transporte (sinalização).

O acesso à energia elétrica é capaz de promover o desenvolvimento social e econômico local, com a geração de empregos mais qualificados, desenvolvimento do mercado local, através da atratividade que as regiões se beneficiarão com a infraestrutura.

Infraestrutura de Energia

Infraestrutura de Energia

Um dos grandes entraves para o crescimento da economia brasileira é seu déficit em infraestrutura no setor elétrico. O investimento em infraestrutura no País, em 2016, foi de 1,7% do PIB – o mínimo necessário, para que ela não se deteriorasse, teria de ser em torno de 3% e, para melhorias, a previsão seria um investimento de 5% a 7% do PIB.
Investir em infraestrutura, além de ser fundamental para o crescimento do PIB, geraria empregos e renda para o Brasil de maneira rápida.

A falta de infraestrutura é entrave também quando possíveis novos investidores não enxergam no País condições para desenvolverem seus negócios. Novas regras na economia brasileira devem atrair, nos próximos anos, investimentos de R$ 300 bilhões em privatizações e R$ 100 bilhões em concessões. Mas é preciso haver garantias de que o País não corra o risco de um colapso elétrico. É preciso que o governo invista em políticas que incentivem investimentos, inclusive no setor de energia.

A Siemens hoje está presente, de alguma forma, em 50% da geração, transmissão e distribuição da energia produzida no Brasil. Somente em transformadores de energia, foram fornecidos 192 mil MVA. A empresa tem um histórico de forte presença no País, com tecnologias na infraestrutura de energia e foco no seu desenvolvimento econômico. Ela dispõe de uma cadeia de energia capaz de, rapidamente, com sua capacidade industrial e tecnológica, prover o mercado e atender à sua demanda de equipamentos e soluções, a partir da sua capacidade fabril de engenharia.

Novas regras de financiamento de energia do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) incentivam a produção de energias renováveis. A Siemens tem soluções em seu portfólio de produtos para que este tipo de energia não seja um problema para o País, e sim solução.

|Desafios futuros e compromisso

O Plano Decenal de Energia indica que o Brasil deverá aumentar sua capacidade instalada de geração de energia elétrica para 206,4 GW em 2024, o que demandará R$ 268 bilhões em investimentos. Para o setor de transmissão, a estimativa aponta para investimentos da ordem de R$ 107,8 bilhões no período.

A economia pode se fortalecer com a atração de investimentos diretos no setor energético e nas indústrias de componentes; e, consequentemente, aumentar a competitividade através do barateamento da energia.

A Siemens está comprometida em explorar os desafios do Brasil na área de energia e suprir as necessidades com soluções cada vez mais eficientes para contribuir com a geração, transmissão e distribuição energética. Podemos, assim, contribuir com o País na direção da retomada do crescimento econômico e, além disto, beneficiar a sociedade e o meio ambiente.

Fonte: Siemens no Brasil - Presença de produtos, soluções e engenharia da Siemens em operação, em 2016, no Brasil.

Indústria de Papel e Celulose

As Tecnologias Siemens apoiam o Brasil na produção de cerca de 19 milhões de toneladas/ano de celulose, 67% destinada ao mercado externo

Ilustração Indústria de Papel e Celulose

O mercado de papel e celulose é um dos mais consolidados no Brasil. O País é o quarto produtor de celulose do mundo e líder na produção de celulose de fibra curta – 67% desta produção é destinada à exportação, e as exportações de papel e celulose respondem por 4,1% do total de exportações no Brasil. Uma série de características favorece esta posição. Além das condições naturais ideais para o cultivo das árvores de fibras curtas (eucalipto), com seu clima tropical (que reduz o tempo que uma árvore leva para atingir a condição de poda) e sua rica rede fluvial (a água é o principal insumo na indústria de celulose), o Brasil conta com mão de obra local qualificada, investe em florestas para reuso e em uma engenharia de plantio eficaz. Já a produção de papel é voltada para o mercado interno – o País é autossuficiente, mas ainda depende da importação do papel jornal (70% importado).

As Tecnologias Siemens apoiam o Brasil na produção de cerca de 19 milhões de toneladas/ ano de celulose, 67% das quais são destinadas à exportação. A empresa oferece produtos, sistemas e soluções para auxiliar todo o processo produtivo, em questões gerenciais, de automação, de serviços e de energia. A indústria de papel e celulose é uma das que mais consome energia – cerca de 9% do total consumido por todo o setor industrial. Líder mundial no fornecimento de turbinas a vapor, a Siemens oferece uma solução sustentável e eficaz no provimento de uma energia altamente confiável. Mais de 65% de toda a energia consumida pelo setor de papel e celulose é por cogeração obtida da queima do licor negro, produzindo vapor. Produtos Siemens estão presentes na geração, na distribuição e no gerenciamento desta energia mais eficaz, tornando o consumo mais consciente e garantindo melhor qualidade da produção e maior sobrevida dos equipamentos.

Imagem Indústria de Papel e Celulose

|Desafios futuros e compromisso

O compromisso da Siemens é colaborar cada vez mais para uma melhor produtividade e competitividade do setor, seja em eletrificação, eficiência energética, automação e digitalização. A capacidade produtiva de celulose aumenta, em média, duas toneladas ao ano, o que representa grandes novos investimentos do setor, que pode tirar bom proveito da tecnologia Indústria 4.0. A Siemens tem, em seu portfólio, equipamentos, engenharia de softwares e toda condição tecnológica necessária para explorar tudo o que a Indústria 4.0 pode fornecer para retornos de curto prazo.

Fonte: IBA, SECEX/MDIC dados referentes a 2016.

Indústria Automotiva

Ilustração Indústria Automotiva

O setor automotivo é um dos fundadores da indústria nacional e, até hoje, um dos mais representativos. Responde por 23% do PIB industrial e 5% do PIB nacional. Embora seja o décimo maior produtor mundial de veículos e o quarto mercado interno, o Brasil enfrenta uma crise severa em sua indústria automotiva, tendo reduzido suas vendas em 46% e sua produção em 42% no período de 2013 a 2016.

As duas últimas décadas foram marcadas por intensas transformações no mercado automotivo brasileiro. Marcas tradicionais do mercado nacional passaram a dividir a preferência do consumidor com empresas estabelecidas no Brasil nesse período. A instalação de novas fábricas, para produção de modelos globalizados, representou o surgimento de uma nova ordem no setor.

Entre as inovações introduzidas nos últimos anos, a automação das fábricas de veículos surge como uma quebra de paradigma. Hoje, os produtos e soluções de automação da Siemens fazem parte da produção de cerca de 40% dos veículos manufaturados no Brasil.

Com a automação, a indústria automotiva nacional tem enormes ganhos de produtividade, já que os processos automatizados têm alto grau de receptibilidade, o que aumenta muito a qualidade. Outra vantagem do processo de produção automatizado é o aumento de segurança do próprio processo, além do oferecer rastreabilidade, que ajuda a garantir que processos relevantes para segurança dos veículos sejam realizados e documentados com sucesso.

A automação, hoje incorporada ao processo produtivo do setor, ajuda a romper com um dos paradoxos da produção em série, que preconizava linhas de produtos com poucas variações. Graças a esses recursos, atualmente é possível produzir, com maior velocidade e melhor índice de qualidade, famílias de produtos com muitas variações de cor, equipamentos e acabamentos, dando os primeiros passos em direção à produção em massa customizada.

Imagem Indústria Automotiva

|Desafios futuros e compromisso

O setor automotivo brasileiro pode se beneficiar muito das soluções digitais cada vez mais acessíveis na indústria. Hoje, o planejamento de muitas empresas do setor já é feito com base em ferramentas digitais. Antes mesmo de muitas fábricas serem erguidas, soluções de planejamento do ciclo de vida do produto da Siemens já projetavam tanto a produção quanto o desenvolvimento de produtos. Para o futuro, a disseminação desse tipo de solução promoverá ganhos de escala, maior fluidez na produção e, consequentemente, aumento de produtividade.

Fonte: OICA dados referentes a 2016.

Indústria de Alimentos e Bebidas

Ilustração Indústria de Alimentos e Bebidas

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA), o setor de alimentos e bebidas gerou, em 2015, R$ 614,3 bilhões no Brasil, o que corresponde a cerca de 10% do PIB. Mas a retração da economia nos últimos anos reprimiu também este mercado. Se o poder de compra da população cai, com a crise econômica, cai também a venda de produtos. Um dos efeitos disso é a atual capacidade produtiva ociosa – são 70% de ocupação das fábricas brasileiras de alimentos e bebidas. Uma das saídas das indústrias do setor é tentar se reinventar no que diz respeito a produtividade e eficiência.

A Siemens, hoje, aponta duas soluções fundamentais a essas empresas: a digitalização e uma nova visão de eficiência energética.

Presente de alguma maneira em mais de 100 grupos de empresas que, juntas, representam mais de 70% do faturamento do setor de alimentos e bebidas no Brasil – com cerca de 1/5 de sua produção voltada para exportação –, a Siemens tem soluções importantes no que diz respeito à digitalização dos processos para assegurar a rastreabilidade dos produtos e, com ela, a garantia de sua qualidade.

Outra importante mudança com a participação da Siemens é na area de energia. Ao invés de comprar energia de concessionárias, algumas empresas passaram a apostar na cogeração e opções da matriz energética. Além de a energia gerada, geralmente de melhor qualidade, otimizar processos, o excesso pode ser comercializado e os recursos extras reinjetados no próprio negócio. A Siemens reposicionou seu portfólio adquirindo a Rolls-Royce e a Dresser-Rand, aumentando seu papel social de ajudar as empresas neste processo de busca por eficiência energética no País.

Imagem Indústria de Alimentos e Bebidas

|Desafios futuros e compromisso

A Siemens trabalha para que sistemas digitais estejam cada vez mais presentes no setor. As empresas estão entrando na era do IoT e Big Data, e a Siemens tem os sistemas necessários para isso. O futuro não escapa de uma convergência digital, em que teremos toda e qualquer informação sobre a produção de cada item apertando apenas um botão. Apostamos em uma transformação muito grande na digitalização e na independência da compra de energia e na sua eficiência energética, nos próximos cinco a dez anos.

Fonte: ABIA. Dados referentes a 2016.

Indústria Química

Ilustração Indústria Química

O resultado da indústria química está atrelado a um cenário global, e a expectativa de crescimento do setor teve queda em 2016, de 3,6% para 3,4%, muito por conta da desaceleração econômica da China, da alta do custo de matéria-prima e da crise norte-americana. No Brasil, a situação mundial foi agravada pela retração da economia e pela crise na Petrobras. Ainda assim, o setor, que corresponde a 2,5% do PIB do País, subiu da nona para a oitava posição no ranking mundial. Este setor ainda é responsável por 12% do consumo de energia no setor industrial.

Para sobreviver, a indústria química brasileira buscou alternativas. A desvalorização do real ajudou a melhorar a competitividade face ao mercado externo e muitas empresas aumentaram a exportação.

A Siemens tem papel fundamental na busca por uma indústria química mais produtiva, enxuta e competitiva. A empresa oferece soluções de produtividade e eficiência, em especial no setor energético, e está presente em 50% da produção, com eletrificação.

Seu portfólio para digitalização, atrelado ao modelo da Indústria 4.0, é capaz de trazer cada vez mais eficiência a este mercado. O PCS 7, por exemplo, é um sistema de controle de processos que traz integração e otimização desde o chão de fábrica até níveis gerenciais da planta.

Imagem Indústria Química

|Desafios futuros e compromisso

Hoje existem no mercado da indústria química dois mundos ainda distintos, o da automação e o da eletrificação. A Siemens está comprometida em fazer a junção desses dois mundos, sabendo que, quanto mais integrado for o sistema, mas fácil é gerenciá-lo. A empresa tem soluções para reduzir desde o tempo de planejamento de projetos conceituais até a execução e controle do processo produtivo. E, ainda, o setor pode contar com serviços e soluções em eficiência energética em toda a sua cadeia produtiva.

Fonte: ABIQUIM. Dados referentes a 2016.